O OUTRO LADO

Lais Ferracini


Todos nós reclamamos quando a pessoa que amamos nos provoca ciúmes ou nos testa.
Mas nós só enxergamos o nosso lado, o nosso eu. Nunca paramos para
pensar no outro e no que está acontecendo para que ele nos provoque dessa maneira.
É como uma mulher que procura um vestido: Encontra aquele que
parece que foi feito para si, lindo e maravilhoso. Ela prova, mas o vestido
precisa de ajustes: está folgado ali, apertado acolá...
E a costureira, com paciência e empenho, faz os ajustes, que quase sempre são demorados.
A mulher por sua vez, pensa mal de sua costureira, pois achava que apesar de tudo, o vestido estava ótimo e não gosta de esperar os resultados. Mas
quando ele volta, volta perfeito. Aí sim, ela pode desfilar e usufruir do
maravilhoso vestido, que agora foi feito para si; e agora sim, ambas podem
ficar satisfeitas: mulher e costureira.
E assim é o amor: um lindo vestido exposto em uma vitrina que parece ter
sido feito para nós. Mas ajustes precisam ser feitos.
Nós somos a mulher: não gostamos de enxergar os problemas e não gostamos do modo como a costureira, no caso a pessoa que nos provoca o ciúme, faz os ajustes. Mas depois de prontos, o amor fica perfeito, e ambas as partes ficam satisfeitas com o resultado final.

 

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